Startup alcança 20 mil dispositivos vendidos em 2017

11th January 2018
Source: FAPESP
Posted By : Enaie Azambuja
Startup alcança 20 mil dispositivos vendidos em 2017

 

Com apenas quatro anos de existência, a empresa brasileira DEV Tecnologia se destaca num setor em ascensão: o da Internet das Coisas (ou IoT, da sigla em inglês), que oferece a possibilidade de conexão de objetos de uso cotidiano à internet.

A startup já oferece soluções tecnológicas para mais de 50 empresas no país e agora - com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio de seu Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) - prepara-se para produzir em larga escala um dispositivo que conecta máquinas e equipamentos, o DEV FieldConnect. "Estamos entre as primeiras a se posicionar estritamente no setor de Internet das Coisas", afirma Camilo Rodegheri, sócio-fundador da DEV.

O projeto do DEV FieldConnect iniciou o PIPE Fase 3 - de desenvolvimento comercial do produto - em fevereiro de 2017. Especialmente concebido para aplicações de IoT, trata-se de um gateway, uma espécie de "concentrador", como ele diz, capaz de armazenar, controlar e transmitir dados de sensores para a internet.

"É um dispositivo que pode tornar outros dispositivos conectados à internet", resume Rodegheri. Assim, quando instalado em uma máquina não automatizada, ele realiza o que se chama em engenharia de retrofit, ou seja, uma modernização, tornando-a conectada à rede.

No PIPE Fase 2 - de desenvolvimento de protótipos -, o produto da DEV Tecnologia foi testado, com sucesso, em uma máquina recicladora de solventes químicos fabricada pela indústria Rochmam.

Ao receber sensores conectados à internet, a máquina passou a permitir monitoramento on-line de seus parâmetros operacionais, como número de horas trabalhadas e eventuais falhas de operação.

Essa forma de controle, mais precisa, possibilita ao fabricante adotar um modelo de negócio baseado não mais na venda da máquina, mas na comercialização do serviço prestado por ela: o chamado sistema produto-serviço, ou PSS, sigla de product-service system.

O novo modelo de negócio está sendo implementado pela engenheira Sílvia Mayumi Takey, sócia da DEV Tecnologia, que, com o apoio da FAPESP, pesquisa a possibilidade do uso dessa solução em larga escala.

Camilo Rodegheri aposta que o produto será bem recebido pelo mercado, sobretudo o brasileiro, já que boa parcela do parque industrial ainda se encontra em fase de pré-automatização. Os estudos da Fase 3 do PIPE contemplam também a comercialização do produto no mercado externo.

"Existem similares no exterior, mas não com a proposta de valor que oferecemos. Geralmente o gateway é vendido separado da automação. Estamos fazendo essa junção, oferecendo um único processador capaz de realizar várias tarefas."


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