Uma nova luz no fim do túnel

Posted By : Enaie Azambuja
Uma nova luz no fim do túnel

Pesquisadores do MIT descreveram como os fótons se uniram em duplas e trios para formar um tipo novo de matéria fotônica - essencialmente, moléculas de luz. O experimento consistiu em disparar um raio laser muito fraco através de uma nuvem densa de átomos de rubídio ultrafrios - um condensado de Bose-Einstein, uma espécie de átomo artificial, já que, sob temperaturas criogênicas, os átomos de rubídio entram em ressonância e passam a se comportar como se fossem um único átomo.

Ao invés de saírem da nuvem como fótons soltos, espaçados aleatoriamente, o que emergiu foram fótons unidos em pares ou mesmo trigêmeos, sugerindo que algum tipo de interação ocorreu entre eles - neste caso, uma atração.

Embora os fótons normalmente não tenham massa e viajem a quase 300.000 quilômetros por segundo (a velocidade da luz), os fótons ligados na verdade adquiriram uma fração da massa de um elétron. Essas partículas de luz pesadas também se mostraram relativamente lentas, viajando cerca de 100.000 vezes mais devagar do que os fótons comuns.

Estes resultados, se confirmados por outras equipes, demonstram que os fótons podem, de fato, se atrair, ou se entrelaçar, uns com os outros. Como o átomo artificial gerou esse efeito é algo que ainda deverá ser pesquisado.

Mas, se for possível fazê-los interagir de outras maneiras, esses fótons pesados poderiam ser utilizados para realizar cálculos - em processadores quânticos ou fotônicos extremamente rápidos, por exemplo.


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