Inovações recebem apoio para se tornarem produtos

23rd July 2018
Posted By : Enaie Azambuja
Inovações recebem apoio para se tornarem produtos

Você sabe o que uma máquina lava-copos, um aplicativo de compras e um drone de pulverização têm em comum? Todos fazem parte de sete projetos inovadores de estudantes da USP que foram selecionados no programa Tim Academic Working Capital (AWC) – edição 2018. O AWC é uma iniciativa do Instituto Tim, que apoia novos negócios de base tecnológica, a partir da criação de um produto, durante a realização do TCC, ou seja, a ideia tem a oportunidade de virar realidade e disputar o mercado.

Os projetos selecionados de todo o País recebem apoio financeiro e orientação para o desenvolvimento de seus negócios com base no produto desenvolvido, além de ter contato com possíveis investidores. O acompanhamento dos grupos começou em maio e continuará até dezembro. Confira os projetos da USP que foram selecionados.

HeliDrop

Idealizado por alunos da USP, em São Carlos, o projeto HeliDrop consiste em uma empresa que oferece serviços de pulverização agrícola através da utilização de drones de alta capacidade de carga e autonomia de voo.

Além de ser mais preciso e veloz do que os métodos tradicionais, o agricultor também ganha em segurança. “O produtor rural que utilizar nossa solução será beneficiado com a redução de desperdício dos defensivos agrícolas e redução do risco de contaminação pessoal e ambiental”, afirma Bruno Lotto Bagarini, estudante da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, um dos idealizadores do projeto.

Sobre a consultoria oferecida pelo AWC, Bruno comenta que os workshops são uma excelente maneira de obter feedback a respeito da evolução do projeto. Segundo ele, a maior dificuldade está em conseguir recursos para finalizar um protótipo que permita demonstrar a solução a potenciais clientes.

“Fiquei sabendo do AWC através de um amigo que mandou o programa por e-mail”, conta Rubens Henrique de Carvalho Maria, estudante de Engenharia Mecatrônica da USP, em São Carlos, e um dos idealizadores da EcoCups. O projeto consiste na construção de uma máquina automatizada de transformação de garrafas de vidro em utensílios domésticos, como copos e vasos, e a no mercado on-line.

Segundo Rubens, uma das dificuldades está na coleta do vidro em si, a qual hoje em dia não é muito usual. Contudo, a respeito do programa ele está bem positivo: “A gente está avançando muito e descobrindo quem é o nosso cliente, como encontrar o nosso mercado, e como encontrar o nosso caminho para conseguir vender os copos e outros produtos fabricados a base de garrafa de vidro”, comenta.

Promo7

O Promo7 é um aplicativo de compras em supermercados parceiros, no qual o usuário escolhe os produtos de sua preferência e os recebe em casa. Voltado a todo tipo de público, mas, principalmente, àquele com mobilidade reduzida (pessoas com deficiência física ou idosos), o projeto pretende utilizar engenharia de banco de dados para reconhecer o padrão de compras do usuário e alertá-lo caso ele esqueça algum item.

“Na nossa opinião, os aplicativos existentes não são bons o suficiente e existe um espaço para melhorar”, conta o estudante da Escola Politécnica (Poli) da USP e um dos responsáveis pelo Promo7, Thiago Knopf Silva.

De acordo com Silva, o grupo se mantém otimista, mas também com “os pés no chão”, já que a maioria das startups do mercado não é bem-sucedida. Contudo, o próprio estudante relata que a experiência no AWC vem sendo muito produtiva. “É muito comum empresas e startups ficarem batendo cabeça ou perdidas, um apoio desses ajuda no direcionamento de ações.”

TullTech

O projeto, voltado para o mercado agrícola, baseia-se em uma rede de sensores espalhados pelo campo com o propósito de coletar informações que auxiliem o produtor rural em suas tomadas de decisão ao longo da safra. Para isso, além dos sensores, o TullTech pretende desenvolver um aplicativo de celular e um site para auxiliar os agricultores.

O contato com os clientes está entre as dificuldades do projeto. “O produtor rural é muito resistente ao uso da tecnologia na sua propriedade, além de ser imprescindível descobrir quais dados são relevantes para a tomada de decisão”, conta o estudante de Engenharia Elétrica da Poli, Nikolas Yugi Athanasopoulos, um dos idealizadores do TullTech. Para ele, a experiência do AWC está sendo importante para que a ideia se torne mais concreta e possa de fato atingir os seus clientes em potencial.

Máquina Lava-Copos

Tendo como público-alvo o ramo empresarial, o projeto tem o objetivo de gerar uma solução eficiente para eliminar o uso de copos descartáveis em empresas através da reutilização, acabando assim com o desperdício de plástico. Segundo André Felismino, estudante da Poli e um dos criadores do projeto, a projeção do projeto para o mercado é um dos obstáculos que eles esperam superar com o AWC.

“É um desafio conseguir entrevistas com potenciais clientes, especialmente por ser um negócio B2B (Business to Business)”, afirma. Contudo, no decorrer do programa, o grupo espera encontrar um mercado promissor, já que que na primeira etapa do AWC realizarão entrevistas com possíveis clientes.

Concretizando

A Concretizando, que iniciou suas atividades em 2017, é uma startup na área da manufatura aditiva, a famosa impressão 3D. A empresa procura soluções de produção digital de concreto, argila e cerâmica para construir modelos personalizados com rapidez.

De acordo com Luana de Jesus Pereira, estudante de Engenharia Química da Poli e uma das fundadoras da startup, o apoio de consultores propiciados pela AWC traz experiência enriquecedora, além de valorizar a cooperação entre os projetos participantes. “Até o contato do meu irmão em Belo Horizonte eu já passei para uma amiga de AWC, essa interação é incrível.”

Tecnologias Blockchain e RFID aplicadas na automação comercial

O projeto consiste em oferecer automação comercial apoiada em tecnologia Blockchain direcionada a supermercados. O sistema tem por objetivo automatizar o processo de cobrança dentro de supermercados de modo seguro atrelando o registro Blockchain à leitura de tags RFID (Radio Frequency Identifier).

O cliente do supermercado passará com o carrinho de compras no caixa e o sensor RFID fará imediatamente a leitura de todos os produtos. Após o pagamento, o registro da compra é adicionado ao Blockchain.

A principal dificuldade está sendo “lidar com a reta final da graduação junto com o AWC, que é um programa bastante desafiador”, segundo o estudante de Engenharia Elétrica da Poli Rafael da Silva Montes. Contudo, o grupo se mantém com o objetivo de construir uma startup bem estruturada e está aproveitando o máximo dos workshops e eventos do AWC, além de cumprir sempre com as orientações passadas: “Estamos animados com o programa, acreditamos que ele vai ser uma peça-chave para a nossa formação.”


Você deve ser logado para comentar

Escreva um comentário

Sem comentários




Inscreva-se para ler nossas publicações

Inscreva-se

Inscreva-se para ver nossos downloads

Inscreva-se

Maintec 2018
6th November 2018
United Kingdom NEC, Birmingham
electronica 2018
13th November 2018
Germany Messe Munchen
SPS IPC Drives 2018
27th November 2018
Germany Nuremberg
International Security Expo 2018
28th November 2018
United Kingdom London Olympia
The Security Event 2019
9th April 2019
United Kingdom NEC, Birmingham