Identificador digital serve como RG para pesquisadores

27th November 2017
Posted By : Enaie Azambuja
Identificador digital serve como RG para pesquisadores

 

A Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) e o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP, está realizando a Campanha de Adoção da ORCiD (Open Researcher and Contributor ID) entre professores, estudantes e funcionários da Universidade.

Trata-se de uma ferramenta digital gratuita de identificação, que pode ser utilizada por qualquer pessoa, permitindo ao usuário armazenar e gerir informações, tais como nome, e-mail, formação, ocupações profissionais, publicações, concessões, patentes e diversos tipos de trabalhos acadêmicos.

Cada usuário é identificado através de um código numérico de 16 dígitos, semelhante ao número de uma carteira de identidade. Esses códigos acompanham o indivíduo ao longo de sua carreira — qualquer seja sua formação ou vínculo institucional e empregatício — e permitem resolver o problema da ambiguidade e das semelhanças entre nomes de autores e indivíduos, pois substituem as variações nominais por um número de identificação individual. Desta forma, é possível encontrar mais facilmente os dados e produções de um pesquisador/autor específico.

Operando como uma “rede social” de pesquisadores, provenientes do Brasil e de outros países, a ORCiD vem sendo adotada por inúmeras instituições. Universidades como Harvard, Stanford, Unicamp e Unesp já aderiram.

Grupos editoriais internacionais, revistas científicas e agências de fomento à pesquisa também — recentemente, a CAPES passou a exigir dos candidatos a bolsas e financiamentos o cadastro na plataforma.

Outro benefício, é a possibilidade do usuário poder importar trabalhos do Google Scholar para a ORCiD, por meio do upload de arquivos, bem como autorizar a integração do seu registro com outros identificadores, como o Researcher iD e Scopus iD. Em breve, o Currículo Lattes também será integrado.

“Uma adoção integrada e em escala nacional da ORCiD oferece o suporte necessário a iniciativas de pesquisa aberta e transparente, como já é o caso em diferentes países nos quais a ORCID atua”, explica Ana Heredia, representante do ORCID na América Latina.

É possível registrar-se na ORCiD em apenas 30 segundos. Acessando o site http://www.usp.br/orcid/, o futuro usuário cria um registro, obtendo seu número de identificação.

Com conta e identificação obtidas, ele poderá incluir informações que vão desde variações de nome, áreas de pesquisas, palavras-chave, até biografia, formação acadêmica, vínculos empregatícios, financiamentos e trabalhos. Tudo isso ajuda a otimizar e deixar a pesquisa pelo usuário mais precisa.

Segundo Elisabeth Dudziak, da Divisão de Gestão de Desenvolvimento e Inovação do SIBi, uma das vantagens do uso da ORCiD é o fato do usuário poder divulgar suas produções através de um um “link ativo” que contém o número de identificação. “Quando você envia uma mensagem, você coloca o seu número da ORCiD e a pessoa vai saber quem é você por conta do seu registro”, acrescenta.

De acordo com informações do site SIBi, “a ORCiD foi desenvolvida por um grupo de publishers internacionais, entre os quais a Thomson Reuters e a Elsevier”. Atualmente, “é mantida pela organização sem fins lucrativos de mesmo nome”.

Desde setembro de 2016, a USP passou a ser membro institucional da ORCID. A afiliação possibilita à Universidade coletar e gerar novos registros na plataforma ou autenticar os já existentes de todos os integrantes da comunidade acadêmica (professores, estudantes e funcionários).

A USP está coletando as identificações dos pesquisadores para “melhorar a qualidade desses dados” e evitar as ambiguidades em seus nomes. “Em contrapartida, a USP validará a afiliação dos pesquisadores em seus registros, o que facilitará os processos de submissão de artigos e pedidos de bolsa”, aponta Ana Heredia.

José Eduardo Krieger, Pró-Reitor de Pesquisa da USP, afirma que a adoção do ORCiD pela USP é de “extrema importância, não apenas pelo capacidade de melhor identificação da produção individual de cada pesquisador, mas também pelo seu potencial de integração aos sistemas corporativos em diversas instâncias e por gerar dados que podem ser utilizados para otimizar políticas de pesquisa da Universidade”.


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