Material injetável auxilia a recuperação de fraturas

4th January 2016
Posted By : Enaie Azambuja
Material injetável auxilia a recuperação de fraturas

Um grupo de médicos franceses desenvolveu um cimento espumoso que, quando injetado nos ossos, não apenas auxilia na recuperação de fraturas e ferimentos como também estimula a formação óssea. Ele é constituído por fosfatos de cálcio, um grupo de minerais que inclui a hidroxiapatita, que compreende cerca de 70% dos nossos ossos. 

Nos anos 80, cientistas criaram os chamados cimentos de fosfato de cálcio (CMC), os quais têm sido progressivamente estudados por seu potencial como substituintes para os ossos. Isto se deve ao fato de eles possuírem uma gama de propriedades desejadas, tais como a possibilidade de serem injetáveis e compatíveis com nossos corpos.

Eles também são materiais intrinsecamente porosos, ideais neste caso, porque isto permite com que minerais fluam dentro dele e dejetos saiam do local de implante, facilitando uma rápida regeneração óssea. Mas os problemas que os cientistas têm enfrentado concernem o fato de que estes furos não são grandes o suficiente para que as células ósseas penetrem a fundo na área, ou para o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos dentro do osso em recuperação.

Portanto, um CMC ideal seria preenchido por uma mistura de furos grandes e pequenos, deste modo, não apenas estimulando a formação óssea, como também reforçando o osso esponjoso já existente. Mas esta não tem sido uma tarefa fácil. Qualquer que seja o material usado para a fabricação de macroporos, este não pode ser tóxico, a ponto de comprometer tanto o corpo humano quanto as propriedades mecânicas do material. Além disso, se o cimento produzido for excessivamente perfurado, ele poderá se desintegrar rapidamente com a exposição prolongada a fluidos corporais.

Mas os cientistas podem ter atingido uma solução aparentemente universal para todos esses problemas: a transformação deste cimento em espuma. O material escolhido foi um hidrogel chamado Si-HPMC, um polímero biocompatível que pode auxiliar o CMC contra rupturas, conforme demonstrado em estudos anteriores. Ao adicionar esses dois materiais em seringas separadas e, então, empurrar o êmbolo rapidamente a fim de misturá-los, os pesquisadores foram capazes de introduzir apenas a quantidade certa de ar para formar a mistura espumosa resultante.

Essencialmente, o procedimento não reduziu as propriedades mecânicas do CMC ou a sua injetabilidade, e análises posteriores revelaram a presença desejada de micro e macroporos. A fim de testá-lo, o material foi injetado em ossos de coelhos, os quais pesquisadores introduziram defeitos, com o uso de anestesia. De maneira espetacular, pesquisadores ainda observaram a evidência de novas formações ósseas em torno da área de implante, conforme relatado ao Acta Biomaterialia. 

Enquanto há a necessidade de investigações aprofundadas, essas descobertas preliminares sugerem que possuímos um material promisor. Além disso, os pesquisadores prevêem que a utilização desse material pode não apenas beneficiar a recuperação de fraturas ósseas, bem como poderia potencialmente tratar algumas doenças ósseas.

“Acreditamos que este pode ser um bom biomaterial, talvez com moléculas ativas, para o combate à osteoporose de maneira local,” afirmou Pierre Weiss, pesquisador da Universidade de Nantes. “Precisamos provar o conceito em modelos animais.” 


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