Técnica da Nasa ajuda a detectar mercúrio em chorume

2nd January 2018
Source: FAPESP
Posted By : Enaie Azambuja
Técnica da Nasa ajuda a detectar mercúrio em chorume

Com o objetivo de detectar a presença de mercúrio em chorume de aterro sanitário, pesquisadores da Embrapa Instrumentação empregaram no interior de São Paulo a mesma tecnologia usada pelo robô Rover Curiosity para analisar o solo de Marte. A tecnologia é a espectroscopia de emissão óptica com plasma induzido por laser (LIBS, na sigla em inglês) e, de acordo com a Embrapa, ela foi aplicada em amostra superconcentrada de chorume de um aterro sanitário de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo.

O trabalho foi detalhado no artigo Análise semiquantitativa de mercúrio em lixiviados de aterro usando a espectroscopia de emissão óptica com plasma por pulso duplo de laser, publicado com destaque no periódico Applied Optics, da Optical Society (OSA).

O estudo é resultado de trabalho de pós-doutorado do físico Gustavo Nicolodelli, supervisionado por Débora Milori, em parceria com os professores Carlos Renato Menegatti e Hélcio José Izário Filho, da Escola de Engenharia de Lorena da (EEL) da USP, e Bruno Spolon Marangoni, do Instituto de Física da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

A técnica vem sendo utilizada por Milori em outras aplicações, mas é a primeira vez que é empregada para detectar e avaliar os níveis de mercúrio em chorume de aterro sanitário.

Os resultados obtidos abrem um leque de possibilidades para continuar a investigação, incluindo a detecção de outros elementos poluentes. Os cientistas buscam agora melhorar o limite de detecção de mercúrio, atualmente em 76 partes por milhão (ppm).

A aplicação de LIBS na avaliação dos níveis de mercúrio em chorume é uma técnica ambientalmente limpa, porque não requer preparo de amostras utilizando reagentes químicos.

É também considerada rápida, uma vez que realiza medidas em tempo real, e muito mais barata comparada a outras técnicas. Métodos convencionais exigem preparação de amostras e geram resíduos químicos.

No trabalho de Nicolodelli foi utilizado um sistema LIBS com dois lasers (DP-LIBS) para obtenção de um plasma mais intenso. O projeto de desenvolvimento do DP-LIBS teve apoio da FAPESP.

“A vantagem do sistema DP-LIBS é melhorar o limite de detecção da técnica, tornando-a mais precisa e sensível quando comparada a sistemas LIBS convencionais”, disse pesquisador.


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